Santos FC

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segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Sem time, não há alçapão

Nosso bastião, a Vila Belmiro continua fraquejando. Há muito, não somos mais imbatíveis no alçapão.

Isso é um mito do passado.

Foi uma má estreia em casa, depois dos ilusórios 3x0 em Lins.

Mas a culpa não é da Vila, é do time que estava em campo.

Mais do que isso, das limitações de nosso elenco, que precisa de reforços urgentemente.

Arthur Gomes promete, foi bem no jogo teve um gol errôneamente anulado.

Mas os demais...e o que dizer de Rodrigão que teve o empate nos pés?

Depois do gol espetacular em Lins, demonstrou suas limitações hoje.

Dou à atual administração o direito de demorar nas contratações pois encontrou um time deficiente, terra arrasada e precisa reorganizar a casa.

Mas não há muito mais tempo à disposição.

Mais do que a derrota, impressionou-me a voracidade com que o vice-presidente Orlando Rollo está se lançando na mídia.

Isso não vai dar certo, a experiência mostra que não.

E o clube será prejudicado.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

A TORCIDA QUER ALEGRIAS

No dia 2 de janeiro, José Carlos Peres realiza o seu sonho, toma posse como presidente do Santos FC. Trabalha para isso desde o começo dos anos 2000, quando criou a ONG Santos Vivo, ou até antes.

Ao definir a ONG como apartidária e apolítica, evitando igualar-se à Associação Resgate Santista que era de oposição à administração de Marcelo Teixeira, Peres se deu o direito de ziguezaguear entre a oposição e o grupo de MT.

Aderiu a MT nas eleições de 2005 – motivo pelo qual desembarquei da ONG, da qual era presidente e me vinculei à Resgate, da qual fui presidente na época que elegemos Laor.

Nesse período, Peres dedicou-se ao G4, que trabalhava ações de marketing para os quatro grandes times de São Paulo. Candidato em 2014, ficou em segundo lugar, graças ao contínuo trabalho da ONG junto aos associados. Mas aderiu à administração de Modesto Roma trabalhando na área de marketing internacional, cujos resultados desconheço. Mais um ziguezague.

Os próximos três anos, os do mandato de Peres, são vitais para o Santos, pois nosso time está em um patamar frágil, podendo decair e tornar-se um time definitivamente médio ou returbinar-se para reconquistar o espaço que merece no futebol brasileiro e mundial.

Não será uma tarefa fácil. O programa apresentado pela sua chapa na eleição alinhou boas propostas para returbinar o Santos. Mas para propostas se tornarem realidade é preciso competência e equipe e superar os desanimadores panoramas esportivo, administrativo e financeiro que herdará da calamitosa gestão de Roma. Um enorme desafio.

Outro enorme desafio será a convivência com Marcelo Teixeira na presidência do Conselho Deliberativo. Dali ele poderá torpedear permanentemente a gestão, segurando e influenciando as ações de Peres. Como será essa convivência, de acomodação aos interesses provincianos representados por Teixeira ou de desafio a partir do poder de iniciativa da Presidência?

Aqui vale fazer uma observação crucial: MT venceu por apenas dois votos a eleição, vantagem ínfima. Isso indica que os 135 conselheiros que não votaram nele podem atrair para sua órbita mais votos ao longo do mandato - criando uma oposição permanente a propostas provincianas e encaminhando outras para a modernização do Santos.

Vale apresentar propostas que melhorem o atual estatuto e resistir a todas destinadas a mutilá-lo ou fazê-lo regredir. Será importante estar atento ao poder da mesa do Conselho de colocar na gaveta propostas que desagradem seus componentes, evitando votá-las. E também à composição das Comissões Fiscal, de Estatuto e de Sindicância.

Nosso time, ainda meio desmontado e com técnico novo estará na Libertadores, a principal competição do continente. Terá capacidade de sair-se bem em todas as disputas do ano? Ao fim e ao cabo, é o que interessa aos torcedores. Essa é a frente prioritária de trabalho dessa nova administração.

Os jogadores que estarão em campo e no banco serão escolhidos somente por critérios técnicos e de qualidade? Serão capazes de encantar a torcida e surpreender os adversários com o DNA ofensivo, marca do Santos? Serão capazes de honrar a camisa e as tradições do Santos?

A torcida estará lá, empurrando o time, seja na Vila Belmiro, no Pacaembu ou outros estádios pelo Brasil afora.

Louca por alegrias!

PELÉ NÃO PRECISAVA DESSE FILME

Faltaram o Zé Carioca e Carmem Miranda no roteiro do filme “Pelé, o Nascimento de uma Lenda”, que assisti recentemente no Netflix.

O roteiro é inspirado na visão que os norte-americanos tinham, ou tem, do Brasil dos anos 40/50, um pais meio urbano/meio “jungle”, onde além de sambarem todos os dias e o dia todo, os moleques jogavam futebol com a “ginga” herdada dos escravos africanos.
...
A “ginga” seria a causa da onipresente e profunda frustração com a perda da Copa de 1950 diante dos combativos uruguaios, e da seguinte, de 1954, quando o time foi atropelado pelo esquadrão húngaro com seu futebol organizado e eficiente. O que os brasileiros jamais conseguiriam.

A história do menino Dico, depois Pelé, em Bauru, é uma saga tropical de luta contra a miséria na qual a ficção e a imaginação dos roteiristas gringos corre solta. Eram o menino e os pais lutando contra a pobreza, a humilhação e o complexo de vira-lata. Tem fundo de verdade, mas pintada com cores melodramáticas e farsescas.

No pulo do Santos para a Seleção Brasileira, Pelé é apresentado como um menino frágil sempre assustado, incompatível com o talento com que desabrochava. E que tem uma epifania na Suécia. O bonachão Vicente Feola, técnico da Seleção, é mostrado como um feroz feitor que tentava impor a disciplina europeia à ginga brasileira. Logo Feola, de quem se dizia que dormia no banco de reservas.

“Pelé, o Nascimento de uma Lenda” coloca o nosso Rei como a peça chave para o Brasil superar o complexo de vira-lata com que Nelson Rodrigues carimbou a seleção pós 50. Mas o time era de craques, todos jogando no Brasil, em que Garrincha também desequilibrou.

Ao contrário de hoje, quando nosso futebol, sim, parece de vira-lata frente ao praticado na Europa – que, diga-se de passagem, importa os nossos melhores craques para abrilhantar seus times disciplinados e eficientes.

Na época de Pelé não era assim, mas é querer demais que os produtores norte-americanos saibam disso.

Zé Carioca e Carmem Miranda fizeram escola.

Pelé não precisava disso.

Pasmem, MT é o novo presidente do CD!

Nesta segunda- feira, ocorre mais uma disputa decisiva no Santos FC, a eleição do presidente do Conselho Deliberativo, um cargo que tem o poder de atrapalhar a atuação da Diretoria do clube e barrar iniciativas de modernização da forma de administrá-lo, principalmente se forem no sentido de aproximar o Santos de sua torcida em São Paulo e pelo Brasil afora. Além de montar um time forte, mais próximo de sua tradição.

Pasmem, diante da vitória de um candidato de São Paulo, Jo...sé Carlos Peres, próximo e ele e com um vice de Santos, o ex-presidente do Clube Marcelo Teixeira resolveu se candidatar à presidência do CD. Não esqueçamos que Peres teve funções na gestões de Teixeira e Modesto Roma.
A chapa de Peres tem um candidato, o advogado Otávio Adegas, que já foi presidente do CD e do clube e carrega junto para um cargo na mesa diretora um irmão de Marcelo, Milton Teixeira Filho. Os dois não se dão. Parece briga de família, não?
É mais do que isso.

Marcelo Teixeira não quer perder o controle do clube como na época de Luís Álvaro. Modesto Roma, o presidente do clube que deixa o cargo, era seu fantoche mas também não foi competente para se reeleger, mesmo com táticas eleitorais fraudulentas e imorais.

Se Marcelo Teixeira ganhar, a vida de Peres na presidência do clube vai se complicar. Do CD, ondas de provincianismo tentarão engolfá-lo. Sem contar que terá a seu lado o vice Orlando Rollo cuja base eleitoral é Santos e tem pretensões políticas na cidade.

Marcelo Teixeira também deve ter pretensões políticas e o Santos é uma ferramenta importante para qualquer campanha eleitoral.

Nesse quadro, o futebol e a administração do clube correm sério perigo de continuarem medíocres.
Consta que Teixeira está telefonando pessoalmente para todos os conselheiros eleitos na semana passada.

Meu coração santista está angustiado.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Peres terá no mínimo 5x4 no CG

Numa iniciativa "política", José Carlos Peres convidou todas as chapas a indicarem membros para o Conselho Gestor - CG - do clube.

O CG tem 9 membros. O presidente,  o vice  e mais 7 convidados pelo presidente.

Peres já convidou 3 membros de sua chapa, assim já garantiu uma maioria de 5x4.

Pode ganhar todas as votações no CG, mesmo que os outros 4 sejam contra elas.

Voltando ao bom combate

Bom pessoal, tenho este blog há muito tempo, mas dei uma arrefecida durante a gestão Modesto porque já tinha dito tudo o que se precisava dizer desde os tempos do Marcelo Teixeira, passando pela gestão Laor que apoiei, menos em algumas atitudes no final de sua passagem pela presidência.

Agora entramos em nova fase com a gestão José Carlos Peres, que é uma retomada de propostas que pretendem superar o provincianismo teixeirista/modestista. Mas Peres se relaciona muito com esse pessoal, trabalhou no Santos nas gestões deles, por isso pode ter âncoras indesejáveis e tentar agradá-los, o que será um atraso.

Por isso, voltarei a escrever com assiduidade, analisando a nova gestão, esperando que as propostas modernizadoras prevaleçam na administração Peres. Em resumo, espero que  o Santos volte a ser um time à altura de suas tradições e história.

domingo, 23 de julho de 2017

O futuro do Santos está no Pacaembu


35 769 torcedores, 32 869 pagantes.no Pacaembu
Renda de R$ 1,2 milhão.
Santos 3x0 Bahia
22 jogos invictos no Pacaembu, 21 vitórias e um empate
Quem ainda duvida que o Santos tem que jogar cada vez mais em São Paulo?
Onde está o futuro do clube?
Sou de Santos, meu avô Ricardo jogou no Santos 6 x Corinthians 3, em 1913, primeira partida entre os dois times.
Meu tio-avô Arnaldo Silveira marcou o primeiro gol oficlal do Santos.
Os dois foram fundadores do clube na minha cidade Natal.
Se o Santos quiser voltar a ser um time tão forte quanto o da era Pelé, que eu acompanhei toda, tem que ampliar seus horizontes.
E São Paulo, o Pacaembu, tem que estar no coração, no vértice, dessa estratégia.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Nascer, viver e no Santos morrer, um orgulho que Laor teve

Laor foi enterrado ao por do sol de hoje, no Cemitério Gethsemani, aqui em São Paulo, ao som de “Agora quem dá bola é o Santos”, cantado por suas filhas. Ao que um amigo completou “Nascer, viver e no Santos morrer é um orgulho que nem todos podem ter”.

Todos nós, santistas, temos esse orgulho pelo Santos e a maior parte de nós temos muito orgulho pelo que o Laor fez pelo Santos, nos levando, 40 anos depois, a ser novamente campeões da Libertadores da América. Foi o presidente mais vitorioso desde a era de Athié Jorge Coury, que comandava um time com o genial e incomparável Pelé.

Laor, além dos títulos conquistados, foi um presidente diferenciado,  e até por isso mesmo levou o time a essas consagrações. 

Sociólogo, politicamente experimentado a nível nacional e internacional, colocou seu talento a serviço de reconquistar o lugar do Santos no cenário do futebol mundial. Colocou seu talento a serviço de sua paixão, o Santos Futebol Clube. 

Paixão de família. Laor nos deixa quando o Santos comemora o centenário da Vila Belmiro. Seu avô, Álvaro Ribeiro, quando presidente em exercício do Santos, assinou a escritura de compra do terreno da Vila Belmiro, finalizando um negócio iniciado pelo presidente Agnelo Cícero de Oliveira, meu tio avô, que estava licenciado por problemas de saúde.

Coincidências da história: Álvaro Ribeiro morreu às vésperas da inauguração do estádio, seu neto, Luís Álvaro morreu no centenário.

Pus uma colher nessa história de paixão entre Laor e o Santos. Em 2003, nosso grupo procurava um candidato viável, que pudesse vencer a resistência de boa parte dos santistas de Santos a um candidato a presidente de São Paulo. Disse-lhe que, por ter nascido em Santos, onde viveu por 3 anos, e pela sua história familiar no clube, ele poderia conquistar a simpatia de muitos eleitores. Em 2003, só conquistou 40% dos votos, mas o recall e as mudanças no ambiente político no clube, levaram à vitória de 2009.

Por trás dos títulos conquistados na era Laor, esteve a sua ousadia em contrariar a sina de exportação permanente dos craques brasileiros para o exterior ao menor sinal de demonstração de talento. Manter Neymar por dilatado período na Vila Belmiro foi fundamental para as conquistas do Santos e mostrar ao Brasil que exportar craques não é uma maldição inescapável.

O fim dessa história foi controverso, com o pai de Neymar jogando aèticamente e Laor pressionado pelo risco de criar um caso com o craque e seu progenitor, a poucos meses da disputa do tão sonhado título mundial em Tóquio contra o então invencível Barcelona. Pior, pressionado pela deterioração de seu estado de saúde, que levou-o  a, mais adiante, a renunciar à presidência do clube. Não foi um momento fácil. Assim como não é fácil ser presidente de clube de futebol no Brasil de hoje.

Piadista, frasista, alegre, bem humorado, ótimo de conviver, Laor tocou a presidência do Santos muitos tons acima do tradicional. Apontou um caminho para um clube que procura restaurar toda a sua grandeza passada, única na história do futebol mundial. Com ele, vislumbramos a possibilidade de avançar e vivemos uma era de felicidade, nos enchendo diariamente do orgulho que nem todos podem ter.

Em sua nova dimensão, Laor deve ter sido recebido com esse orgulho por seu avô e certamente darão muitos vivas ao centenário do estádio onde o maior jogador de todos os tempos, Pelé, desfilou seu inigualável talento, liderando um time fantástico e, de tempos e tempos, revela uma nova safra de craques para o futebol.

Obrigado Laor por colocar a sua paixão a serviço da paixão de todos nós.


Viva Laor!

Viva o Santos Futebol Clube!

domingo, 26 de junho de 2016

O Santos tem que jogar mais no Pacaembú

Faz tempo que não escrevo neste blog. Desde que perdemos a Copa do Brasil no ano passado.

Estava cansado de pregar no deserto.

Mas a presença da nossa torcida neste domingo no Pacaembú, 25 mil pessoas, num jogo de torcida única, me motivou.

Foi uma bela vitória, 3x0, mesmo que o São Paulo não estivesse inteiro.

E o Santos mostrou que pode jogar bem, e joga, fora da Vila Belmiro.

É hora, de uma vez por todas, de jogarmos mais no Pacaembú.

A pouca presença da nossa torcida na querida Vila Belmiro não nos leva a lugar nenhum, financeiramente falando.

E sem bases financeiras não temos condições de aproveitar plenamente a benção que é termos uma base que revela craques sem parar.

Temos que ter recursos para contratar jogadores que deem lastro a um time feito de jogadores da base.

Temos a sorte, no momento, de contar com Lucas Lima, Renato, Ricardo Oliveira até recentemente (será que ele volta?). Sem eles, o time cai de rendimento, perde força.

Renato e Ricardo vieram para o Santos em uma circunstância muito especial, que não deve se repetir.

E o que acontecerá com a eventual saída, no meio do ano, ou mais tarde, de Lucas Lima e Gabigol?

Por isso, precisamos explorar todas as oportunidades de faturar.

Jogar no Pacaembu nos traz mais recursos e, também, reforça o entusiasmo da torcida em São Paulo, que é a maior que temos e pode crescer cada vez mais.

Mais torcedores em São Paulo significa mais visibilidade, o que pode facilitar a atração de patrocinadores de peso, dos quais necessitamos dramaticamente.








quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

A REALIDADE SE IMPÔS À ILUSÃO

Eu escrevi no post anterior que esta final era um jogo para homens.

Os jogadores do Santos não corresponderam hoje, não souberam por a bola no chão, segurar o jogo, trocar passes.

Nossos craques não apareceram, nem Lucas Lima, nem Gabigol.

Se deixaram intimidar e dominar pelo Palmeiras.

Foram atropelados.

O time que não ganha fora de casa perdeu mais uma vez.

Apostamos no tudo ou nada, ficamos com nada.

Nem campeões, nem na Libertadores.

Quanto à Libertadores, abrimos mão da vaga no G4.

Hoje, jogamos fora a Libertadores de vez.

Foram decisões de "bom senso" segundo Dorival Jr.

O bom senso que ia substituir o Ricardo Oliveira pelo Nilson hoje. Não iríamos nem pros pênaltis.

Nilson, aquele que não fez o 2x0 na Vila.

A escolha dos dois primeiros batedores dos pênaltis não poderia ter sido mais infeliz. Tinha que por o Renato.

Foi um milagre chegar onde chegamos - e na hora H jogamos tudo fora.

Estávamos vivendo uma ilusão e a realidade se impôs.

Como será 2016?


domingo, 29 de novembro de 2015

TUDO OU NADA NA FINAL DA COPA DO BRASIL

Um jogo para homens.

Esse é o espírito que os jogadores do Santos têm que encarnar para a partida de quarta-feira contra o Palmeiras, pela final da Copa do Brasil.

Homens, aqui, quer dizer jogadores inteligentes, que saberão se aproveitar da ansiedade dos adversários para empatar e virar o placar da disputa, transformando essa ansiedade em alavanca a seu favor. Com inteligência, um bom contra ataque pode liquidar a fatura.

Homens, aqui, quer dizer jogadores que imporão sua qualidade ao adversário sem se deixar impressionar pela pressão da torcida.

Homens, aqui, quer dizer jogadores que atuarão no mesmo diapasão dos adversários, qualquer que seja a forma que eles escolham.

O Santos tem a vantagem do 1x0 - uma boa vantagem.

Além de favorecer nosso time com o empate, obriga o Palmeiras a sair em busca do gol.

Sairá empurrado pela torcida ensurdecedora que tomará a Allianz Arena e tentará desestabilizar nossa equipe de todos os modos possíveis.

Por isso, é um jogo para homens inteligentes e determinados.

A conquista culminará um ano de milagres.

Além de levar para a Vila o segundo título do ano - numa Copa do Brasil encorpada com os melhores times do Brasil - abrirá  a porta para a visibilidade proporcionada pela Libertadores, recolocando o Santos na principal vitrine do futebol do Continente, com toda a exposição e as vantagens financeiras que proporciona.

Seria um grande passo.

Na base do tudo ou nada, pois a chance do G4 do Brasileirão foi enterrada definitivamente hoje.

O fato do Santos ter um bom time, mas não um bom elenco cobrou sua fatura neste final do Brasileirão, pois faltaram reservas à altura dos titulares para a equipe disputar duas competições no mesmo nível.

Chegarmos à final da Copa do Brasil foi um feito, que merece ser aplaudido.

Mas só a conquista jogará o Santos para um novo patamar.

Vai pra cima deles, Saaannntttooooooooossss!!!!!!

domingo, 22 de novembro de 2015

NA HORA H, O TÉCNICO E OS CRAQUES ESTÃO VACILANDO

O Santos, hoje, pôs a perigo a sua passagem para a Libertadores de 2016.

Abriu mão, conscientemente, de voltar ao G4 e entrar mais tranquilo contra o Palmeiras, no primeiro jogo da final da Copa do Brasil.

O empate contra o Flamengo, em plena Vila Belmiro, já havia surpreendido e deixado má impressão. O time passou a sensação de não ter entrado com vontade em campo e jogou fora uma chance única de consolidar sua presença no G4.

Hoje, ao entrar em campo, contra o Coritiba, com um time reserva, deu mais chance ao azar, o que se confirmou com a derrota por 1x0.

Mais: foi incompreensível Dorival Jr., nas substituições depois do 1x0 para o Coritiba, ter mantido Ricardo Oliveira e Gabigol no banco.

Qual a justificativa para essa decisão esdrúxula?

O técnico está confiante e apostando no tudo ou nada contra o Palmeiras na final da Copa do Brasil?

Na entrevista pós-jogo, Dorival disse que atendeu a um pedido dos jogadores que pediram para ser preservados, por não estarem fisicamente recuperados. 

Recuperados de que? Só Ricardo Oliveira e Lucas Lima foram para a seleção. Os demais ficaram parados, treinando.

A diretoria já errou quando pediu o adiamento das finais, deixando de realizá-las quando time estava nos cascos, passando por cima de todos os adversários, jogando um futebol elogiado por todos.

Agora o time vai entrar em campo com moral baixa, com a torcida preocupada e precisando fazer um grande resultado na primeira partida na Vila Belmiro, para jogar mais tranquilo na Allianz Arena, em São Paulo.

O que acontece nos bastidores para criar, se não um anticlímax, um sentimento de insegurança?

O belo trabalho feito por Dorival Jr. e a performance do time, muito além do que o mais otimista torcedor esperava, de repente entrou em xeque.

Lembro que, com Neymar e Ganso no auge, o Santos foi campeão paulista e da Copa do Brasil em 2010 com derrotas no jogo final. 

No caso do Paulista, lembram?, Dorival tirou Neymar e Robinho de campo e fomos campeões graças à excepcional performance de Ganso, que desobedeceu ao técnico ao não concordar com sua substituição, e à trave que evitou o gol que daria o título ao adversário.

Dorival sofre de alguma síndrome das finais, que embota a sua capacidade técnica e sua autoridade? Como atende um pedido de preservação por parte dos jogadores num momento crucial para o time?

O nosso time, especialmente os craques – Vanderlei, Lucas Lima, Ricardo Oliveira, Gabigol – têm o dever de jogar com sangue, suor e lágrimas nesta quarta-feira, 25, para por uma mão na Copa do Brasil.

Pois se não formos campeões, não passarmos para a Libertadores, de nada adiantará ter-se livrado do temido rebaixamento, que nos assustava no começo do ano.

Hoje, as expectativas da torcida são muito maiores e não aceitamos nada menos do que sonhamos nas últimas semanas, o que expressei no post anterior.

E os jogadores e o técnico serão os culpados.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

O Santos voa para mais uma final em 2015!

Estamos em  mais uma final, num ano que se esperava o pior depois da conquista do Paulista.

Pois, há alguns meses está acontecendo o melhor.

A melhor definição do atual time do Santos veio do Cássio, o goleiro do Corinthians.

“É o time mais perigoso de enfrentar. Tem um mix muito bom de veteranos e novatos”.

Em que posição estaríamos no campeonato brasileiro se Dorival tivesse chegado logo no começo do ano? Disputando o título, também?

Não importa. O que importa, agora, é conquistar a Copa do Brasil.

Uma Copa diferente, em que eliminamos Corinthians e São Paulo.

E agora pegaremos o Palmeiras, que acaba de se classificar nos pênaltis.

Ou seja, está sendo uma disputa de peso, contra grande times, aliás todos paulistas.

Vai ser uma final difícil.

Nosso time está voando, é melhor do que o deles. Mas terá que jogar tudo o que sabe, pois eles vão querer se vingar da perda do Paulista, como o Zé Roberto acabou de falar na TV.

O melhor de tudo é que estamos a ponto de ganhar vaga na Libertadores, o que é ótimo esportiva e financeiramente.

E à beira de sermos bi na Copa do Brasil.

Parabéns a todo o time e, especialmente, ao Dorival Jr, que nos coloca de novo em uma final de Copa do Brasil, depois de liderar uma transformação inacreditável na equipe.

Pra cima deles, Saaaanntttoooossss!!!!!!!!!!!!

domingo, 4 de outubro de 2015

ESTAMOS NO G4!!!!!!!! QUEM DIRIA...

Escrevo, hoje, para comemorar meu erro de previsão quando, após o primeiro jogo do Campeonato Brasileiro, declarei, alto e bom som, que o Santos, mais uma vez, estava condenado a ser o 10º colocado do campeonato, repetindo a performance de anos anteriores.

Hoje, chegamos ao G4 e também estamos na semi-final da Copa do Brasil.

Quem imaginaria isso no começo do ano?

Quem imaginaria que uma simples mudança de técnico mudaria de forma tão determinante o rumo de um time, afundado em sérios problemas financeiros, administrativos, técnicos, de comprometimento dos jogadores, de comando do time?
Quem imaginaria que Dorival Jr. seria esse profissional?

Dorival chegou, escaldado por várias passagens problemáticas em outros clubes e municiado com uma nova visão técnica que amealhou em seu estágio voluntário de aperfeiçoamento na Europa.

Restabeleceu a autoridade de técnico frente ao elenco – que Marcelo Fernandes não tinha -, recuperou a confiança de jogadores importantes e aplicou as mais modernas concepções técnicas para armar o time – o que resultou num eficiente mix de jogadores experientes e novatos criados em nossa base, com DNA ofensivo bem ao histórico estilo do Santos.

O que me surpreende na fase atual do Santos é que estamos com um bom time, bem sucedido nas competições que atua, ao mesmo tempo que a direção do clube, sendo elegante, deixa muito a desejar, é provinciana, não transmite confiança no campo administrativo.

É como se existissem dois Santos, o do campo e o comando clube.

Como isso é possível, ou até quando vi durar?

Já escrevi aqui que o Santos tem uma força histórica que o mantém em evidência no mundo do futebol. E essa força vem dos Meninos da Vila, da capacidade do clube em revelar jogadores.

Depois da decadência do fim dos 80 e começo dos anos 90, a criação do CT Rei Pelé e a presença do Rei como “orientador” dos meninos abriu a fase de sucessos e títulos que vivemos até hoje – protagonizada por Robinho, Diego, Neymar, Ganso e, hoje, Gabigol e Geuvânio, só para citar os principais.

Graças a isso, estamos sempre chegando, ganhando títulos aqui e ali, mais importantes ou menos importantes.

Já pensaram se essa força fosse amplificada com uma administração que pensasse grande, achasse o caminho do equilíbrio financeiro, da capacidade de investir, novo estádio, etc  - que nem a administração de Laor, que eu apoiei, conseguiu?

Bem, não temos isso hoje, mas nosso time vai indo bem, muito acima do que se poderia esperar.

Então, vamos nessa!


Saaaaaaaaannnnnnttooooooosssss, vai prá cima deles, Saaaannnntttooossss!!!!!!!!!

domingo, 13 de setembro de 2015

Toda invencibilidade acaba e o elenco precisa de reforços

Toda fase de invencibilidade um dia acaba.

Antigamente, a invencibilidade era premiada, havia entre os times paulistas a disputa da Taça dos Invictos, que ficava de posse do time que atingisse o maior número de jogos sem perder.

O Santos teve direito a ela, uma vez, no final dos anos 50 ou começo dos 60, não lembro exatamente.

Foram 24 jogos invicto. A Taça ficou alguns dias na casa da Tia Zizi, prima de meu avô, na Tolentino Filgueiras, 124, endereço que não existe mais, pois há um prédio no local, Eu morava no 120 e fui vê-la, orgulhosamente colocada na mesa da sala de jantar. Depois, foi devidamente encaminhada para a Vila Belmiro. Ficou lá até que o Corinthians ultrapassou a marca das 24 partidas invictas e levou-a para o Parque São Jorge. Não lembro que fim levou essa taça. 

Mas, como dizia, toda fase de invencibilidade um dia acaba e a do Santos, depois de uma bela arrancada, no Brasileirão e na Copa do Brasil, acabou hoje. 

Dorival Jr. disse que a Ponte Preta jogou muito bem, o que é verdade. Organizada e com a faca nos dentes.

Quanto ao Santos, jogou muito mal no primeiro tempo e a pouca reação mostrada no segundo tempo foi insuficiente.

Por soberba, excesso de confiança, e talvez sonolência, decorrentes dessas duas posturas, o Santos foi presa fácil da Macaca no primeiro tempo. A Ponte entrou determinada a reverter a falta de vitórias nos seis jogos anteriores, sair da incômoda situação no fim da tabela; o Santos foi a campo para cumprir mais um jogo, com certeza de que sairia com a vitória. 

Deu no que deu.

Mas, além dessas razões psicológicas, digamos assim, é importante lembrar que jogamos sem 3 titulares, Thiago Maia, Geuvânio e Vitor Ferraz e Lucas Lima voltava da seleção.

É normal que, ao voltar da seleção, um jogador não jogue no time tudo o que sabe e pode.

A ausência de Thiago Maia e Vitor Ferraz fragilizou nossos meio de campo e defesa.

Sem Geuvânio, perdemos duas coisas, a sua saída rápida para o ataque e sua ajuda à defesa, que é importante.

Como não temos elenco, não temos substitutos à altura, a falta de titulares enfraquece o time.

A base de nosso time são jogadores vindos da base e dois veteranos que abriram mão de altos salários para continuar a jogar e o fazem muito bem, Renato e Ricardo de Oliveira, 

Esse mix de baixo custo, que não dava liga antes, encaixou maravilhosamente sob a direção de Dorival Jr. Mas são 11, apenas, que podem ser ajudados por Rafael Longuine, que está crescendo e Marquinhos Gabriel.

É pouco.

O Santos precisa de mais jogadores de qualidade para enfrentar o restante do Brasileirão e a Copa do Brasil. Recentemente, chegou o argentino Ledesma para ser alternativa no meio campo.


A diretoria tem fôlego para contratar novos nomes para reforçar o elenco?

domingo, 30 de agosto de 2015

3 pontos que valem muito

Saímos de Belo HorIzonte com 3 pontos importantíssimos.

Estamos em 9. lugar a 4 pontos do G4.

Mas a partida demonstrou o nosso desafio, de que já falei no post anterior: como manter a recente performance sem um elenco forte.

Ficou claro hoje no Mineirão a falta que fazem Gabigol e Geuvânio. Perdemos efetividade e ganhamos por um placar mínimo graças à experiência e ao talento de Ricardo Oliveira. Fora desse gol, não ameaçamos a defesa do Cruzeiro.

Jogou a nosso favor a fragilidade e a falta de rumo do time mineiro.

Agora, teremos 3 jogos sem Lucas Lima e talvez (não tenho certeza) o Gustavo Hemnrique. Um vai para a seleção principal, outro para a sub-20.

 Teremos 3 jogos sem Lucas Lima, Chapecoense e São Paulo na Vila e Sport no Recife. Ele vai fazer falta. Espero que tenhamos Gabriel e Geuvânio de volta.

Enfim,  manter o alto nível com que jogamos e desclassificamos o Corinthians exigirá sangue, suor e lágrimas do nosso time, tanto no Brasileirão quanto na Copa do Brasil.

A vida não é fácil. Mas estamos em uma situação muito melhor do que estava desenhado no começo do ano. 

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Jornada de gala na Copa do Brasil

Jornada de gala do nosso Santos nesta classificação na Copa do Brasil.

O nosso primeiro gol foi uma pintura, dois belos passes e uma finalização certeira do Gabigol.

O segundo, de grande oportunismo, numa finalização primorosa do artilheiro Ricardo Oliveira.

Dominar o Corinthians na casa dele demonstrou a maturidade do time.

Além de um esquema de jogo equilibrado entre ataque e defesa, temos jogadores competentes em quase todas as posições. Do ataque nem é preciso falar, mas é preciso destacar as qualidades do Vitor Ferraz e do Zeca. Nossa zaga funciona bem e tem boa proteção. Renato é peça importante.

O desafio agora é ter fôlego para disputar o Brasileiro e a Copa do Brasil ao mesmo tempo, já que temos um bom time titular, mas essa qualidade não se estende a todo o elenco.

Vamos confiar na inspiração de Dorival Jr., o grande artífice do excelente momento do nosso Santos.

PS: Agora que o time está em ascensão é o momento de conseguir um patrocínio master. A camisa do Santos não pode ser uma vitrine de varejo como no jogo de hoje.

sábado, 22 de agosto de 2015

Quem diria que teríamos tantas alegrias?

Que diria que nosso time estaria nos dando tantas alegrias, hein?

Desde  que Dorival Jr. desembarcou no CT Rei Pelé o time do Santos mudou da água para o vinho.

Nosso ataque é poderoso, Gabigol, Geuvânio, Ricardo Oliveira é um trio voluntarioso. Lucas Lima os alimenta com maestria. Vindo de trás é um magnífico armador.

Dorival deu eficiência ao meio de campo e à defesa.

O time está equilibrado, jogando com as linhas próximas entre si e sabe disparar em contra-ataques como ninguém.

Nossa melhor performance, nessa nova fase, foi a vitória contra o Corinthians. O Santos dominou o Corinthians, do badalado Tite, e garantiu uma boa vantagem para o segundo jogo.

Confesso que foi uma vitória que me surpreendeu, não pelo placar, mas pela eficiência do time em campo.

O estágio na Europa fez muito bem à Dorival.

Quarta-feira no Itaquerão teremos um grande teste, especialmente para a personalidade do time.

A goleada deste sábado ajudará muito.

Eliminar o líder do Brasileirão da Copa  do Brasil deixará o time embalado e com boas chances de batalhar por uma boa colocação no campeonato de pontos corridos.

Vamos ver como as coisas vão continuar.

Hoje, fiquei pensando que o Santos tem uma energia inquebrantável, sofre em alguns períodos  e depois surpreende e volta a brilhar.

A base é parte da explicação, mas há algo além disso, uma espécie de predestinação dos céus.

Com competência na administração teríamos grandes chances de voltar aos bons tempos.

Vamos lá, Santos!!!!!

domingo, 2 de agosto de 2015

A perspectiva era negra, mas o técnico virou o jogo

As perspectivas ao final do primeiro tempo eram aterradoras.

Diante de uma massa ululante de flamenguistas, o Santos nada fazia contra o rubro-negro carioca.

Não conseguia ligar a defesa ao ataque, não segurava a bola, nas jogadas individuais os flamenguistas  desarmavam os nossos facilmente, não saiamos da marcação adversária.

Resistimos nesse jogo de ataque contra defesa, até que nosso ex-menino da Vila acertou um tirambaço indefensável. E, em seguida, o Sheik ampliou o placar.

O que aconteceria no segundo tempo? 

Pelo que deduzi na transmissão da Globo, Dorival Jr. tinha posto o time atrás pois julgava que um empate seria lucro num Maracanã lotado contra um Flamengo com Sheik e Guerrero.

A performançe do time tinha sido decepcionante depois da jornada épica contra o Sport na Vila. E Ricardo Oliveira e Lucas Lima estavam em campo!

Dorival, aparentemente, foi para o vestiário pensando que perdido por 2 perdido por 10. E resolveu assumir o risco de por o time para frente, trocando um volante por um meia.

Não é que deu certo? Muito certo.

O Santos renasceu em cima de um Flamengo que estava sem o mesmo ímpeto do primeiro tempo, talvez achando que o jogo continuaria fácil para eles.

Nossos heróis foram Ricardo Oliveira, Lucas Lima e Vanderley. 

Ricardo não só pelo primeiro gol, mas também pela sua aplicação, ajudando a defesa em momentos críticos.

Vanderley evitou gols feitos para o Flamengo, crescendo na frente dos atacantes adversários em momentos em que nossa defesa tomou bolas nas costas. Essa é um falha para corrigir.

Quanto ao Lucas Lima, o Dorival deve treiná-lo para tocar a bola mais rapidamente. Ele tem talento, fez lindo gol decisivo para o empate, mas pode melhorar muito, crescer ainda mais.

Enfim, ficou provado, mais uma vez, que ter um técnico competente faz toda a diferença.

Se a diretoria também fosse e arrumasse grana para reforçar a defesa do time poderíamos até passar do décimo lugar neste campeonato.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Vitória épica, temos técnico e um time mais armado

Vitória épica, importantíssima.

Não só pela classificação para a Copa do Brasil, que parecia perdida.

Mas também pela moral que dá para o time, principalmente no Brasileirão, no qual precisamos sair do atoleiro da Z4.

A melhora sensível do time, mesmo na derrota contra o Palmeiras, tem o dedo evidente de Dorival .

O time está melhor armado, mais equilibrado. com a defesa mais protegida.

Vou escrever uma heresia. O time hoje não sentiu falta do Lucas Lima. Digo mais, foi mais rápido sem ele, ficou menos dependente de um único jogador. Todos o  elogiam, mas não ter o pé direito é uma limitação que muitas vezes o leva a atrasar o jogo.

Nos livramos da Robinhodependência, temos um técnico.

O time está se recuperando.